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17/01/2026, 20h | Kuarup: a força da ancestralidade indígena tomou o palco do Teatro Marie Padille

Atualizado: 22 de jan.



O Teatro Marie Padille foi tomado por uma atmosfera de mistério, espiritualidade e profunda beleza sensível com a apresentação do espetáculo Kuarup: A Festa, do Grupo Mamulengo Sem Fronteiras. A experiência marcou o público como uma das mais potentes vivências cênicas da programação cultural do teatro.

Inspirado nas culturas indígenas brasileiras, o espetáculo acompanhou a jornada de Tsinim (Mawutzinin), herói escolhido por Tupã com a missão sagrada de preservar a memória de seu povo. A narrativa conduziu crianças e adultos por um universo simbólico ligado à ancestralidade, à terra e ao poder da memória coletiva, em uma verdadeira celebração dos saberes originários do Brasil.

A montagem combinou teatro de sombras e uma trilha sonora envolvente, evocando sons da natureza e cantos ancestrais dos povos do Alto Xingu. O resultado foi uma encenação mágica e imersiva, que despertou encantamento e reflexão, iluminando o imaginário do público com imagens poéticas e brincadeiras cheias de significado.


cena de luz, sombra e cores do espetáculo Kuarup a Festa

Kuarup se apresentou como um ato de reverência à ancestralidade indígena e à diversidade cultural brasileira. A força simbólica da obra reafirmou o teatro como espaço de educação sensível, onde tradição e contemporaneidade dialogam de forma acessível e profunda.


Outro aspecto que deu ainda mais sentido à noite foi o destino social da apresentação: toda a bilheteria foi revertida para a manutenção dos cursos artísticos gratuitos de Dança, Teatro, Musicalização e Ofícios de Cena oferecidos pela Escola de Artes Marie Padille à comunidade. Uma escolha que reforçou o compromisso do teatro com a democratização do acesso à arte e à cultura no interior de Goiás.


O espetáculo também ganhou destaque fora do palco. Kuarup: A Festa foi notícia no portal Diário do Entorno, que registrou a importância cultural da apresentação e seu impacto social na região.



Foi uma noite linda e poderosa. Um encontro entre arte, espiritualidade e responsabilidade social.

Quem viveu, sentiu. Quem ainda não viu, encontrou no Teatro Marie Padille um convite permanente para mergulhar nas raízes que nos formam.

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