11/01/2026, 20h | Uma noite gravada no coração: quando a cultura de raiz encontrou o movimento no Teatro Marie Padille
- teatromariepadille
- 12 de jan.
- 2 min de leitura
Atualizado: 22 de jan.
11 de janeiro de 2026

Há noites que não passam. Elas permanecem.
No Teatro Marie Padille, em Alexânia-GO, viveu-se uma dessas experiências raras, daquelas em que a arte acontece de verdade: como encontro, partilha e presença viva.
Sob o convite do músico Sankel, 19 artistas da cultura de raiz do interior goiano, em sua maioria locais de Alexânia e região, subiram ao palco, de forma voluntária, movidos apenas pelo afeto e pelo amor à música. Violeiros, cantadores, sanfona eletrônica, vozes que carregam o tempo e a terra no peito. Cantaram como sempre cantam: em roda, em comunhão, como quem honra o próprio chão. Cada canção trouxe consigo um pedaço do interior.
O teatro abriu suas portas, seu palco e seu coração para receber os artistas que, em sua maioria, nunca haviam pisado em um teatro. Foi emoção, reencontro, arte pura e viva.
E então veio o tom que faltava.
A Companhia de Ballet Marie Padille entrou em cena e deu corpo ao som. Os jovens bailarinos transformaram notas em gesto, tradição em movimento contemporâneo. Criaram uma ponte sensível entre o ontem e o agora, entre a raiz e a pulsação do presente. Os figurinos, os detalhes e a composição cênica ampliaram o sentido da música sem jamais apagar sua essência, ao contrário, revelaram novas camadas de beleza.
Não foi um simples espetáculo. Foi uma celebração coletiva da cultura de Alexânia e região, revivida pela juventude, atravessada pela arte e renovada pelo movimento.
O teatro esteve lotado. O público permaneceu do início ao fim... cantou, vibrou, aplaudiu. O tempo, ali, pareceu se curvar.
Há vivências que não se explicam em palavras. Elas ficam. A gente sente para sempre.
Gratidão profunda a todos que construíram e viveram essa noite. Quem esteve lá sabe. Quem não foi… que venha na próxima.




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