19/06/2026 ás 20h na Voilá House | VVT - Vivência Vozes da Terra "Entre Raiz e Coração "
- teatromariepadille
- 13 de mai.
- 3 min de leitura

Uma experiência que não se assiste. Se vive.
Imagine uma noite no Cerrado, ao redor do fogo, onde a viola toca ao vivo, a dança acontece a sua volta e a comida é preparada diante dos seus olhos.
O VVT é um encontro imersivo que une:
- Música de raiz ao vivo- Ballet contemporâneo- Narrativas do interior- Gastronomia no fogo de chão
Tudo acontece ao mesmo tempo, no mesmo espaço, sem palco, sem distância, sem separação.
Destaque da noite
Antes de existir restaurante, antes de existir fogão a gás, antes de existir qualquer pressa, existia a tacha.
Um caldeirão de ferro fundido, pesado e negro de fuligem, que repousava sobre brasas vivas no centro do terreiro. A tachada é um dos pratos mais antigos e genuínos da culinária caipira do Brasil Central e carrega em cada borbulha a memória de um Brasil que ainda sabia sentar junto.
Sua origem se perde nos séculos, misturando os saberes indígenas do preparo lento sobre o fogo com a tradição portuguesa do cozido robusto e com os ingredientes que a terra do Cerrado sempre ofereceu com generosidade. Na tachada cabem todos: carne vermelha cortada em pedaços gordos e perfumados, e os legumes que a estação carrega.
Cozinhar na tacha significava cozinhar para muitos. Para a comunidade inteira.
Era um gesto coletivo. Alguém trazia a lenha, outro a carne, outro os legumes, outro a viola. O fogo reunia tudo enquanto os mais velhos contavam causos, as crianças corriam no terreiro e os casais dançavam à luz da fogueira. A tachada não era apenas uma refeição , era o centro de uma celebração da vida partilhada.
No interior de Goiás, esse prato ganhou contornos próprios. O fogo baixo e constante, mantido por mãos experientes que sabiam a hora de mexer, de adicionar, de esperar, transformava ingredientes simples em algo extraordinário. O tempo era parte da receita. A paciência, o principal tempero.
Quem comia junto, pertencia. A mesa longa, o prato fundo, a colher de pau passada de mão em mão: tudo falava de comunidade.
Na Vivência Vozes da Terra, a tachada não é apenas servida. Ela é preparada à vista de todos, no fogo de chão, como era feito pelos avós dos avós. O cheiro da fumaça, o borbulhar do caldo, a luz laranja das brasas iluminando rostos atentos, tudo isso é parte da experiência. Enquanto a viola toca e os corpos dançam, a tacha aquece. E quando a vivência atinge seu ponto mais profundo, a comida está pronta. Sentar à mesa, então, é o gesto final de um ritual que começou muito antes de qualquer palavra ser dita.
Vagas limitadas
Evento intimista, com poucos lugares disponíveis.Cada edição é única e não se repete.
Para quem é?
Para quem quer sair do comum e viver algo real.Para quem sente que cultura é presença, não espetáculo.
Garanta seu lugar
Garanta seu ingresso e venha sentir de perto as vozes que nascem da terra.Vivência Vozes da Terra chega à sua edição de junho celebrando os encontros que nascem entre memória, afeto e pertencimento. Em um cenário imersivo junto à natureza, o público é convidado a viver “Entre Raiz e Coração”, uma experiência artística que mistura teatro, música, poesia e sensibilidade caipira contemporânea. Apresentações da Companhia de Ballet e Teatro Marie Padille e os Violeiros de Alexânia, uma experência que provoca todos os sentidos, a gastronomia e o paladar está garantido com a Tachada da Chef Mari Pin. Melhor comida de roça do Centro Oeste!
Através de diálogos entre gerações, já o espetáculo provoca reflexões sobre o amor nos tempos atuais, os vínculos humanos, a cultura sertaneja e as transformações das relações ao longo do tempo. Entre humor, emoção e música, a vivência propõe uma pausa no ritmo acelerado da vida moderna para reconectar o público às próprias raízes.
A edição de junho do VVT nasce da pergunta: o amor mudou ou fomos nós que mudamos?
“Entre Raiz e Coração” une ancestralidade, afeto e identidade em uma experiência cênica intimista. O conceito propõe um reencontro com aquilo que é essencial: o tempo compartilhado, as conversas verdadeiras, a música que atravessa gerações e os sentimentos que permanecem mesmo em meio às mudanças do mundo moderno.
Entre a mata, a mesa posta e as memórias afetivas, o público é conduzido por uma jornada que valoriza o amor simples, a coletividade e a beleza das conexões.




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