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24/07/2026 ás 20h na Voilá House | VVT - Vivência Vozes da Terra " Folclore e Modernidade"

Uma experiência que não se assiste. Se vive.
Uma experiência que não se assiste. Se vive.

Imagine uma noite no Cerrado, ao redor do fogo, onde a viola toca ao vivo, a dança acontece a sua volta e a comida é preparada diante dos seus olhos.

O VVT é um encontro imersivo que une:

- Música de raiz ao vivo- Ballet contemporâneo- Narrativas do interior- Gastronomia no fogo de chão

Tudo acontece ao mesmo tempo, no mesmo espaço, sem palco, sem distância, sem separação.

 

Destaque da noite

Antes de existir restaurante, antes de existir fogão a gás, antes de existir qualquer pressa, existia a tacha.

Um caldeirão de ferro fundido, pesado e negro de fuligem, que repousava sobre brasas vivas no centro do terreiro. A tachada é um dos pratos mais antigos e genuínos da culinária caipira do Brasil Central e carrega em cada borbulha a memória de um Brasil que ainda sabia sentar junto.

Sua origem se perde nos séculos, misturando os saberes indígenas do preparo lento sobre o fogo com a tradição portuguesa do cozido robusto e com os ingredientes que a terra do Cerrado sempre ofereceu com generosidade. Na tachada cabem todos: carne vermelha cortada em pedaços gordos e perfumados, e os legumes que a estação carrega.

Cozinhar na tacha significava cozinhar para muitos. Para a comunidade inteira.

Era um gesto coletivo. Alguém trazia a lenha, outro a carne, outro os legumes, outro a viola. O fogo reunia tudo enquanto os mais velhos contavam causos, as crianças corriam no terreiro e os casais dançavam à luz da fogueira. A tachada não era apenas uma refeição , era o centro de uma celebração da vida partilhada.

No interior de Goiás, esse prato ganhou contornos próprios. O fogo baixo e constante, mantido por mãos experientes que sabiam a hora de mexer, de adicionar, de esperar, transformava ingredientes simples em algo extraordinário. O tempo era parte da receita. A paciência, o principal tempero.

Quem comia junto, pertencia. A mesa longa, o prato fundo, a colher de pau passada de mão em mão: tudo falava de comunidade.

Na Vivência Vozes da Terra, a tachada não é apenas servida. Ela é preparada à vista de todos, no fogo de chão, como era feito pelos avós dos avós. O cheiro da fumaça, o borbulhar do caldo, a luz laranja das brasas iluminando rostos atentos, tudo isso é parte da experiência. Enquanto a viola toca e os corpos dançam, a tacha aquece. E quando a vivência atinge seu ponto mais profundo, a comida está pronta. Sentar à mesa, então, é o gesto final de um ritual que começou muito antes de qualquer palavra ser dita.

 

Vagas limitadas

Evento intimista, com poucos lugares disponíveis.Cada edição é única e não se repete.

 

Para quem é?

Para quem quer sair do comum e viver algo real.Para quem sente que cultura é presença, não espetáculo.

 

Garanta seu lugar

Garanta seu ingresso e venha sentir de perto as vozes que nascem da terra.


 
 
 

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